A Resposta de Deus

05/04/2018

Como Deus reage às tensões desse mundo? A resposta é assombrosa, e a aplicação para nossa vida de fé pessoal é mais uma vez tanto desafiadora como encorajadora.

Em um noticiário, a apresentadora perguntou se nós já estamos vivendo em uma sociedade liberada. As mudanças em nossa cultura de fato são drásticas. Os valores cristãos desmoronam. O casamento, a família e a moral são redefinidos. As evoluções são marcantes. Alguém opinou que os valores e as convicções cristãs seriam simplesmente varridos pelas torrentes das tempestades do fim dos tempos. De fato, estamos vivendo em um mundo que crescentemente se desvia e afasta de Deus. As confusões são constantes e as tensões aumentam. Para muitos tudo isso é quase insuportável. Cada grande acontecimento antecipa sua sombra; assim também será a ainda vindoura grande queda após o Arrebatamento da Igreja, quando surgir o Anticristo (2Ts 2.1-12). Por isso Paulo destacou já à sua época: “A verdade é que o mistério da iniquidade já está em ação” (v. 7). Cada desvio da Palavra de Deus, cada liberalidade, cada minimização, depreciação ou difamação da Palavra de Deus, no fundo, é anticristã e já abriga em si o mistério da iniquidade. As pessoas se afastam do amor à verdade e dão lugar à mentira.

Em uma carta aberta constava o seguinte: “Será que ninguém consegue ver a evidente relação entre a decadência espiritual na terra da Reforma e o desenvolvimento político-social de nosso país? Ninguém vê a relação entre os cultos mornos, com conteúdo bíblico crítico, adaptados ao espírito da época, com falta de confissão, de entrega e de participantes com a islamização? Não há relação entre os abortos, a ganância, a exploração no mercado de capitais, a frieza nas famílias e vizinhança, a taxa de divórcios... Não existe, de fato, nenhuma relação em tudo isso?”

A resposta de Deus para aqueles que rejeitam Sua Palavra é estarrecedora. Ela será dada quando Ele tiver recolhido Sua Igreja (2Ts 2.7) e quando surgir o Anticristo (2Ts 2.8; ver também Ap 17.13): “Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça” (2Ts 2.11-12).

Esse “poder sedutor” já não está visível? Na Suécia uma pastora sugeriu que os símbolos cristãos fossem retirados das igrejas e que fossem instalados nichos de oração para os muçulmanos. Nas igrejas alemãs o tapete para orações é desenrolado ou são lidas passagens do Corão com a observação que isso equivale à Palavra de Deus. A Bíblia, porém, é renegada. Alguns até já falam de algo denominado de “crislã”. O Islamismo fundamentalista muitas vezes é minimizado e justificado, com a alegação que precisa haver disposição para o diálogo. Nesse sentido, o intelectual e crítico do Islamismo, H. Abdel-Samad, de descendência egípcia, expressou-se da seguinte maneira em uma entrevista:

“Luta-se pela livre manifestação de opinião, desde que seja a favor do Islã. Luta-se pelos direitos humanos, desde que sejam a favor do Islã. Luta-se pela igualdade de direitos, desde que seja a favor do Islã”.

Abdel-Samad necessita de mais agentes de segurança pessoal do que muitos políticos. Não há explicação para o comportamento irracional de nossa sociedade, a não ser que se acredite que seja fruto das ciladas traiçoeiras de Satanás, dos poderes e autoridades, dos dominadores deste mundo de trevas e das forças espirituais do mal (Ef 6.11-12).

Em todas as áreas podemos constatar como o mistério da iniquidade age e avança para o sucesso. O escritor George Orwell diz: “Quanto mais a sociedade se afasta da verdade, mais ela tem ódio daqueles que a expressam”. E Martinho Lutero sabia: “Não pode sobrevir ira de Deus maior do que ser despojado da Sua Palavra”. Por isso, o resultado final será exatamente esse: a verdade será “tirada” das pessoas e em seu lugar serão instituídos o Anticristo e a mentira.

Um psicólogo constatou com sobriedade: “As massas nunca estiveram sedentas pela verdade; elas se afastam dos fatos dos quais se desagradam e preferem endeusar o engano. Aquele que consegue enganá-las torna-se facilmente seu senhor. Aquele que tenta esclarecê-las torna-se sua vítima”.

A única esperança consiste na volta de Jesus e no estabelecimento do Seu reino. Karl Friedrich Hering expressou-se assim: “Não há reino de paz e justiça sem Cristo e para o mundo não há esperança sem que ele se submeta à soberania direta de Deus e de Seu Ungido”. Diante de todas as más notícias, a única notícia boa é que a Profecia Bíblica se cumpre. Ela nos informa, entre outros, que o iníquo poderá agir somente enquanto o Senhor lhe permitir e que o próprio Jesus terá a última palavra. “Eu sei que o meu Redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).

Tudo será colocado como estrado aos pés do Senhor Jesus (Sl 110.1; Mc 12.36). Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor (Is 45.23; Rm 14.11; Fp 2.10-11). Sim, Ele é o Senhor dos Senhores (Ap 19.16). A carta aberta já mencionada diz ainda: “Deve ser pregado com voz de trovão, em todos os púlpitos do país, que Deus ainda vive, que Deus ainda está atento, que Deus ainda reina. A fé agora está no crisol e será provada pelo fogo, e não existe lugar de descanso mais seguro e abrangente para os corações e mentes exceto perante o Trono de Deus”.

Essa é nossa esperança também em relação às ondas de refugiados dos Estados islâmicos. Já vimos anteriormente como os cristãos devem lidar com esse desafio. Observe-se ainda o seguinte: não precisamos pensar que essas pessoas simplesmente vieram; elas não viriam se Deus não as tivesse enviado (ver Am 3.6). A onda de refugiados não é um “acidente de percurso” no plano de Deus. O Novo Testamento nos ensina que devemos ir ao encontro de todas as pessoas no amor de Jesus e com disposição de ajudá-las. Devemos procurar maneiras de alcançá-las com o Evangelho. Quem somente critica e amaldiçoa não está firmado no Novo Testamento. Muitas dessas pessoas, estando longe de sua pátria islâmica, ficam muito mais abertas para o Evangelho. Todas as pessoas estão inscritas na lista de desejos de Deus. Nós, cristãos, não devemos ser parte do problema; somos convocados para sermos parte da solução. H. Abdel-Samad, já mencionado anteriormente, diz: “Não devemos deixar as pessoas (refugiadas) entregues às associações islâmicas, pois é justamente ali que elas são influenciadas e instrumentalizadas de modo conservador para o Islamismo”.

Thomas Lachenmaier frisou no periódico factum: “As más notícias são transformadas à luz da Bíblia. No final ficará evidente: a luz é mais forte do que a escuridão [...]. Tudo o que acontece – inclusive o pavor, a desobediência – foi incluído, foi inserido no Seu plano de salvação para o mundo. Todas as coisas estão nas mãos de Deus e acontecem para o bem”. Na mesma edição, Ingo Resch escreveu: “A Escritura Sagrada nos ensina que a história não é uma mera sequência casual de acontecimentos históricos inúteis”. Charles Haddon Spurgeon fala neste sentido: “Por mais escura que seja a noite, a manhã chegará”. Sendo cristãos, devemos ter sempre em mente: a vitória alcançada na cruz do Gólgota continua em vigor! Jesus voltará! “Em breve o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês. A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês” (Rm 16.20). — Norbert Lieth

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