Entendendo Israel Direito

Um pastor, um ateu, um professor de escola dominical e um empresário entraram em um bar...

Você está pensando que isto é a introdução de uma piada, certo? Errado. Eu sou o professor de escola dominical e, antes de você se ofender porque estávamos em um bar, explico que esta era a única parte do restaurante que tinha lugares disponíveis.

A reunião-almoço foi sobre um assunto de negócios. Eu conhecia todos os participantes e tinha feito as apresentações. Houve oportunidades mútuas para trocar algumas experiências.

A reunião correu bem e o clima era descontraído. Com a agenda principal concluída, nossas conversas voltaram-se para assuntos gerais. Acima e atrás de mim estava passando o noticiário da TV. Eu não podia vê-lo, mas o empresário podia e ele estava assistindo.

“Espero que eles os façam em pedaços”, ele murmurou. Girei para olhar. Os outros também olharam para cima.

O apresentador da TV estava discutindo relatos de que as forças russas na Síria tinham disparado contra aviões israelenses. O Kremlin negou, mas os israelenses viam a situação de forma diferente.

Assistimos por alguns momentos antes que me virei e disse: “Não estou preocupado com habilidades de Israel de se defender. Eles têm um dos melhores exércitos do mundo”.

“Estou esperando que os russos explodam os israelenses em pedaços”, rosnou o empresário. Ele me lançou um olhar gélido.

Seguiu-se uma pausa constrangedora depois dele revelar suas reais intenções. Eu o tinha avaliado mal. Busquei uma resposta apropriada, mas nenhuma veio.

O ateu quebrou o silêncio. “A Declaração Balfour é uma das maiores pragas na história do mundo”, ele sugeriu. “Os problemas atuais no Oriente Médio podem ser rastreados até a hora em que se deixou que os judeus pensassem que têm direitos sobre essa terra”.

“O que é a Declaração Balfour?”, perguntou o pastor.

Esta foi a minha chance de contribuir com alguma perspectiva muito necessária. “A Declaração Balfour foi redigida pouco antes do fim da I Guerra Mundial, em 1917. Ela descreve as intenções da Grã-Bretanha de estabelecer uma pátria para o povo judeu na área que hoje conhecemos como Israel. Naquela época essa região era chamada de Palestina, mas não foi até...”.

“E ainda deveria ser!”, interrompeu o ateu. Ele estava agitado. “É criminosa a forma como os palestinos foram maltratados pelos israelenses. Os judeus conseguiram convencer a todos de que a Palestina é sua legítima terra natal. Nossos líderes estúpidos apenas participam de toda essa enganação, dando a Israel tudo o que pede”.

“Essa é a minha opinião!”, respondeu o empresário. “Os judeus vão lutar para manter as Colinas de Golã, e esse território pertence à Síria. Pra começo de conversa, os israelenses não têm nada que estar lá. Eles vão arrastar-nos a todos para uma terceira guerra mundial”.

Olhei para o pastor, esperando algumas palavras de sabedoria. A razão tinha abandonado o local.

O pastor limpou a garganta. “Bem”, ele refletiu lentamente: “Conheço muitas pessoas que sentem que os judeus têm direito à sua pátria ancestral, mas não acredito que é isso o que a Bíblia ensina”.

Fiquei sentado em silêncio, atordoado.

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A Declaração Balfour foi redigida pouco antes do fim da I Guerra Mundial, em 1917. Ela descreve as intenções da Grã-Bretanha de estabelecer uma pátria para o povo judeu na área que hoje conhecemos como Israel.

Ele continuou: “Talvez o meu novo amigo aqui (ele sorriu para o ateu) poderia ter imaginado que era isso o que eu acreditava, mas muitos cristãos não compreendem essas questões. As promessas de Deus para o povo judeu foram por um período de tempo específico, e a Bíblia ensina que Deus passou além dos problemas dos judeus. Ele agora está focado na Igreja”.

O pastor fez uma pausa e olhou para mim. Eu ainda estava sem palavras.

“Acho que o Holocausto foi um momento muito trágico para os judeus”, pontificou o pastor. “No entanto, todas as pessoas sofreram nas mãos de outras ao longo da história humana. Só para lembrar, nós fomos injustos para com os nativos americanos. Deveríamos simplesmente devolver todo este país para as tribos indígenas, uma vez que esta era a sua pátria ancestral? Claro que não! Foi errado deslocar os palestinos, e a coisa certa a fazer agora é uma solução de dois Estados”.

Eu poderia continuar narrando essa discussão, mas a situação está descrita. Esta reunião teve lugar há algumas semanas, e eu tentei reproduzir os diálogos da melhor forma que lembro.

Vamos avaliar as respostas das partes. O empresário professa ser cristão, mas não vejo muita evidência disso em sua vida, apesar dele participar regularmente em uma megaigreja popular em sua área. Tenho certeza de que ele não está bem informado sobre o Oriente Médio, de modo que seus pontos de vista são, provavelmente, formados pelos mídia e pelas opiniões dos outros.

Tenho observado ele jogar de ambos os lados. Vi como ele age de uma maneira em um tipo de grupo e de outra forma com um grupo diferente. Eu o conheço há muito tempo, o suficiente para saber que algumas de suas escolhas mostram muito pouco domínio pelo Espírito Santo. Atribuo suas crescentes provações pessoais a essa “instabilidade espiritual” (veja Tiago 1.8). Sou obrigado a admitir que, pelos padrões bíblicos, ele provavelmente não é crente.

O ateu é realmente um cara muito bom! Ele tem melhor fibra moral do que muitos cristãos que eu conheço, e ele é geralmente considerado como uma pessoa de valor na minha comunidade. Ele é caridoso, e defende publicamente aqueles que são menos afortunados. Politicamente, ele se inclina à esquerda – até mesmo à esquerda radical nas questões climáticas, de imigração e de controle de armas. Acho que não é nenhuma surpresa que ele se alinhe com seu espectro político quando se trata de seus pontos de vista sobre Israel.

Dito isso, ele e eu nos damos bem e ele me disse algumas vezes o quanto me respeita. Tive uma série de oportunidades para compartilhar minha fé com ele, mas ele insiste em achar que suas boas obras vão colocá-lo em boa posição, “...se é que existe um Deus”. Continuo a orar por ele, e ele sabe disso.

E quanto a mim? Bem, sou mais do que um professor de classe bíblica, pois também sou um empreendedor, um artista, e um marido e pai dedicado. Mas, os últimos sete anos de ensino em uma classe de adultos na minha igreja é que têm me desafiado a aprofundar-me na Palavra de Deus, a deixar de lado algumas noções infundadas, e a “apresentar-me a Deus aprovado” (2 Timóteo 2.15).

É esta disciplina – e os desafios que a acompanham – que moldaram meus pontos de vista, e que eu creio que a Palavra de Deus ensina. Aceito as Escrituras ao pé da letra, por isso é evidente para mim que o povo judeu tinha de ser reunido de volta em sua terra ancestral por um ato soberano de Deus (Ezequiel 36).

Historicamente, os primeiros sinais disso começaram com a Declaração de Balfour, e seu clímax ocorreu quando Israel se tornou uma nação em 1948. Para todas as razões práticas, esse reajuntamento continua hoje, embora os judeus permaneçam na incredulidade espiritual, exatamente como a Bíblia declarou que seria (Ezequiel 20.33-38; Ezequiel 22.17-22).

E, por crer que as profecias futuras serão cumpridas tão literalmente como foram as anteriores, eu acredito que haverá um segundo reagrupamento mundial dos judeus a Israel. Este evento futuro será diferente do que o primeiro, de acordo com Isaías 11.11-12.6. Este próximo será o ajuntamento final, e vai sinalizar a bênção iminente de Israel quando entrar no reino milenar.

Haverá um terrível período para os judeus antes desse ponto, o “tempo de angústia de Jacó” (Jeremias 30.7). Aqueles que persistirem na incredulidade espiritual vão morrer (Zacarias 13.8-9); a porção menor será poupada. Isso tudo é dito abertamente nas Escrituras. Não é difícil de ver.

Mas o fator importante é que Deus não esqueceu os judeus! Nem Seu foco “se voltou para a Igreja”, para qualquer exclusão ou afastamento do Seu povo eleito. A atual presença nacional de Israel não é “irrelevante” – ou mesmo “problemática” – como dizem muitos líderes cristãos.

Conheço a Bíblia suficientemente bem para saber que tais idéias são heréticas. Não me importa quem as ensina, quantos títulos eles têm, como é grande o seu público, ou quantos livros leram ou venderam; eles estão errados!

Deus ainda tem grandes planos para o Seu povo escolhido, e são as mesmas intenções enunciados por Ele há muito tempo. Ele não mudou de ideia, nem se arrependeu de Suas decisões, nem trocou-as por um “Plano B”.

Bem, estou convencido dos meus pontos de vista porque não torço as Escrituras para significarem algo diferente do que estão dizendo. Então, não preciso ignorar as verdades robustas de Romanos 9-11, que apresentam uma defesa inequívoca da devoção contínua de Deus aos judeus. Os judeus se rebelaram como Deus declarou que eles fariam, o mundo tem rejeitado os judeus como Deus profetizou que aconteceria, e os judeus recuperaram a sua pátria ancestral como Deus predisse que seria.

Além disso, não preciso argumentar que o reino milenar é realmente um “reino espiritual”, ou que “Israel” agora significa “a Igreja”. Nenhuma dessas posições é verdadeira. O reino milenar é um reino terreno literal, com Israel e Jerusalém como sua sede. E “Israel” significa Israel, assim como a Bíblia diz. Eu não preciso concordar com qualquer posição sobre a situação atual em Israel ou numa das regiões em torno dessa nação, exceto que tudo está se juntando de acordo com o plano perfeito e profético de Deus.

Ao estudar a Bíblia, ela afirma que Deus permanece o mesmo ontem, hoje e eternamente. O moderno Estado de Israel equivale a um milagre em nosso tempo, e é profunda evidência de que Deus diz o que pensa e que pensa o que diz. Qualquer outra posição sobre este assunto confirma a incapacidade – ou falta de vontade– da pessoa em aceitar a definição bíblica de quem Deus realmente é. Essa é uma posição muito ruim para se ocupar.

E esse ponto leva-me ao quarto participante em nossa pequena reunião: O pastor. Ele é que mais me chocou.

Ele é um conhecido meu, é altamente educado, estudou em um renomado seminário conservador – o que só serve para mostrar que a educação formal não é tudo que aparenta ser. Não somos chegados, mas nos encontramos socialmente algumas vezes. Por avaliações comuns, sua igreja está indo bem e as pessoas falam respeitosamente dele.

Então, por que ele não considera Israel da forma como deveria? A verdadeira questão é esta: “Por que tantos líderes da igreja não conseguem interpretar a Palavra de Deus como ela precisa ser interpretada?”.

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O moderno Estado de Israel equivale a um milagre em nosso tempo, e é profunda evidência de que Deus diz o que pensa e que pensa o que diz.

Eles não querem.

Se você não gosta desta resposta, aqui estão algumas outras a considerar:

• Eles são estupidos. Com isso quero dizer que eles são mentalmente, emocionalmente, ou de outra forma incapazes de processar a verdade de maneira responsável. Em um parque nacional, um tempo atrás, uma mulher caminhou até um búfalo selvagem para fotografá-lo. Ele a chifrou gravemente. As placas a avisaram a respeito, os espectadores lhe disseram para não fazer isso, o bom senso aconselhava não fazê-lo, mas ela o fez de qualquer maneira. Ela era estúpida! Ela não processou informações relevantes de maneira responsável. Por uma razão ou outra, ela não tinha essa capacidade essencial.

• Eles são tolos. Isto é um pouco diferente da primeira razão, embora os resultados finais sejam semelhantes. A definição bíblica de um tolo é aquele que é incapaz de aprender (ver “estúpido”) ou não está disposto a aprender. Este último elemento se inclina para um problema espiritual. Provérbios diz muito sobre os tolos, e os seus resultados não são bons, porque eles violam a Palavra de Deus e rejeitam os padrões de Deus. Basicamente, eles têm o que merecem. Aqui nos aproximamos do problema central com esta noção de “tolos”.

• Eles estão enganados. Vamos dar um passo para mais perto da questão final. É fácil se perder no caminho quando você não está prestando atenção aos sinais. E é exatamente o que está acontecendo hoje com um muitos líderes da igreja. Ao não respeitarem a Palavra de Deus como deveriam, e por deliberadamente ignorarem suas instruções, eles estão se abrindo a influências e interpretações que ultrapassam o limite da verdade divina. Como resultado, “espíritos enganadores” se tornam ativos (1 Timóteo 4.1), o politicamente correto toma conta, e coisas secundárias são elevadas à mais alta importância. Quando o engano entra em uma igreja, a verdade bíblica é sempre ridicularizada e colocada em dúvida.

• Eles são depravados. Bem, agora estamos fundamentalmente de volta ao “eles não querem”, já que é nossa depravação que nos leva a fazer escolhas erradas. A Palavra de Deus diz o que é certo ou errado. É tudo preto ou branco; não há nenhum cinza. Se você acredita que ela está certa, então você deve acreditar em tudo o que ela afirma, mesmo que seja inconsistente com as opiniões do mundo. A pior coisa a fazer é ignorar ou diluir conscientemente a verdade de que as palavras de Jesus “não passarão” (Mateus 24.35). É mortalmente perigoso flertar com conseqüências eternas.

Talvez alguns estejam pensando: “Espere um minuto! Não seja tão dogmático. E se eu apenas tiver um entendimento diferente dessas passagens sobre Israel e os judeus? E se eu realmente acredito que a Bíblia está dizendo algo diferente a respeito? Isso não está bem?”.

Não, não está!

A Palavra de Deus não pode ser subordinada ao relativismo covarde e à opinião pessoal. Sua natureza viva e divina é a razão que convence e muda a vida (Hebreus 4.12). Se você questionar a sua precisão, intenções e efeitos, isso é o mesmo que duvidar de seu Autor Divino.

Além disso, somos especificamente instruídos a manter as interpretações proféticas corretas (2Pedro 1.20-21), que é uma maneira de dizer que não há qualquer espaço para afirmar “você tem a sua opinião e eu tenho a minha”. Como eu disse antes, existem normas claras com relação à Palavra de Deus, e é nossa obrigação procurá-las e cumpri-las.

Desvirtuar passagens bíblicas sobre os judeus e Israel equivale a desligar o seu cérebro. Estas são algumas das profecias mais claras na Palavra de Deus. A única maneira de ver nelas algo que elas não estão dizendo é recusar-se a aceitar o que está escrito. Nesse caso, a opinião de qualquer um é tão “boa” quanto a da próxima pessoa, o que significa que não existe mais um padrão bíblico.

Segue-se necessariamente que a Bíblia sempre exalta a verdade e interpretações corretas. Uma vez que as Escrituras não se contradizem, não vamos contradizer uns aos outros se as interpretarmos responsavelmente. Explicações alternativas, que nos afastam da Palavra de Deus, não são corretas, nem são de Deus. As normas e interpretações humanas é que sempre tornam ineficaz o nosso serviço a Deus (Mateus 15.9), e não podemos arriscar tal transigência em tempos instáveis como estes.

Permitam-me concluir retornando à reunião-almoço e aos pontos de vista errôneos dos meus companheiros. Está chegando a hora em que Deus vai julgar as pessoas por como trataram os judeus e porque tentaram dividir a terra de Israel (Joel 3.2). O próprio Deus presidirá o julgamento, e nenhuma corrupção vai manchar o resultado. As provas serão avaliadas e os fatos serão esclarecidos. Os culpados saberão que são culpados.

John MacArthur disse: “Se entender Israel direito, você iniciará a sua escatologia corretamente”. Ele está certo. Israel é profeticamente significativo em muitos aspectos, e Deus ainda está trabalhando com o Seu povo. Enquanto os eventos futuros com os judeus e com Israel podem por à prova o nosso conhecimento e testar a nossa fé, não podemos permitir que a instabilidade da razão humana substitua o que a Palavra de Deus ensina.

Israel é a terra da aliança de Deus, e os judeus são o povo da aliança. A Bíblia deixa isso claro. Deus leva muito a sério seus juramentos a Abraão, Isaque e Jacó (e seus descendentes)!

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josemar - 23/03/2017 18h32
cossei da explicaçao eu nao tenho duvida israel e o centro do cristianismo quem nao ama israel e difisil entender se dizer cristao discordando dos irmaos estao distante de deus mas nao deixam de ser nosos irmaos deus salve israel